A Caruma – Nossa Senhora do SIS

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Nossa senhora do sis
Fique à vontade para meter o nariz
Olha o vizinho do lado
Não dá conta do recado e já não sabe o que diz
e é de qualquer maneira
Faz-se tudo o que se queira
Fique sabendo o senhor que nem sequer é doutor
Nem tudo o que é parece
cala-me a divagação,
Filosofias que sufocam a razão
Se quer dizer consciência
Terá que ter muito mais do que paciência ai

O homem de ontem era ainda mais parvo do que tu
Queria-me como quem quer um cão
Se eu encontrasse o homem de ontem numa rua escura
Fazia-lhe uma breve confissão
Estes olhos não são património
Estas pernas não são património
Os ciúmes idiotas, as conquistas, as derrotas
Medo, é medo, muito medo de falhar

ai minha nossa senhora do sis
O que está a acontecer neste país?
Ai que saudades de quando mandava eu
Para onde foi esse teu de apogeu
Eu detesto a mesquinhez
De quem não admite nunca o mal que fez
Mas pode ter a certeza
Não vou estar à espera da delicadeza ai

O homem de ontem era ainda mais parvo do que tu
Queria-me como quem quer um cão
Se eu encontrasse o homem de ontem numa rua escura
Fazia-lhe uma breve confissão
Estes olhos não são património
Estas pernas não são património
Os ciúmes idiotas, as conquistas, as derrotas
Medo, é medo, muito medo de falhar
Estes olhos não são património
Estas pernas são de mais para ti
Esta mente de que tens medo
Nunca foi nenhum brinquedo

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Domingo, 18 Setembro 2011

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